28.4.12

aforismos machadianos

"Creiam-me, o menos mau é recordar; ninguém se fie na felicidade presente; 
há nela uma gota de baba de Caim."
[Machado de Assis, 1876]

26.4.12

Fortuna crítica de Raul Pompéia

Fortuna crítica de Raul Pompéia
(para o estudo de O Ateneu):


1.       Andrade, Mário. “O Ateneu”. In: _______. Aspectos da literatura brasileira, p.173-184.
2.       Araripe Júnior. “O Ateneu e o romance psicológico”. In: _______. Obra crítica, V. 2, p. 125-177.
3.       Araripe Júnior. “Raul Pompéia como esteta”. In: _______. Obra crítica, V. 3, p. 257-264.
4.       Gomes, Eugênio. “Raul Pompéia”. In: Coutinho, Afrânio (Org.). A literatura no Brasil, vol. 4.
5.       Gomes, Eugênio. Aspectos do romance brasileiro, p. 131-154.
6.       Miguel-Pereira, Lúcia. “Raul Pompéia”. In: _______. Prosa de ficção (1870-1920), p. 107-118.
7.       Montenegro, Olívio. “Raul Pompéia”. In: _______. O romance brasileiro, p. 107-123.
8.       Perrone-Moisés, Leyla (Org.). O Ateneu: retórica e paixão, 1988. [este livro divide-se em 4 seções, que podem fundamentar 4 perspectivas diferentes; os títulos da seção são os seguintes: “Retórica e educação”, “A linguagem das paixões”, “A subversão da retórica” e “Uma cultura eloquente”].
9.       Placer, Xavier. “O impressionismo na ficção”. In: Coutinho, Afrânio (Org.). A literatura no Brasil, vol. 4.
10.   Santiago, Silviano. “O Ateneu: contradições e perquirições”. In: _______. Uma literatura nos trópicos, p. 66-102.
11.   Schwarz, Roberto. “O Ateneu”. In: _______. A sereia e o desconfiado, 1965.


Perspectivas de estudo para realização dos seminários:

a)      Um drama da cultura do século XIX: aspectos críticos de O Ateneu ([item 8] + [item 1] + [item 5]).
b)      Aspectos da “escrita artística” de O Ateneu ([item 9] + [item 3] + [item 6]).
c)       Perspectivas contemporâneas para o estudo de O Ateneu ([item 10] + [item 11] + [item2]).

Fortuna crítica de Aluísio Azevedo


Fortuna crítica de Aluísio Azevedo
(para o estudo de Casa de Pensão):



1.  Araripe Júnior. “Casa de Pensão”. In: _______. Obra crítica, V. 1, p. 375-379.
2.  Assis, Machado.  “Crônica” [29 de set/1895]: sobre Livro de Uma Sogra.
3.  Brayner, Sônia. A metáfora do corpo no romance naturalista, 1973.
4.  Gomes, Eugênio. Aspectos do romance brasileiro, p. 111-130.
5.  Miguel-Pereira, Lúcia. Prosa de ficção, p. 140-157.
6.  Montello, Josué. “A ficção naturalista”. In: Coutinho, Afrânio. A literatura no Brasil, p. 69-79.
7.  Montenegro, Olívio. “Aluízio Azevedo”. In: _______. O romance brasileiro, p. 79-88.
8.  Zola, Emile. O Romance Experimental e o Naturalismo no Teatro, p. 23-46.


Perspectivas de estudo para realização dos seminários:

a)      Coletividade e individualidade no contexto narrativo de Casa de Pensão (capítulos I, II e III de A metáfora do corpo no romance naturalista, de Sônia Brayner [item 3] + [item 6] + [item 5]).
b)      Personagens e estilística em Casa de Pensão (capítulos IV, V e “Conclusão” de A metáfora do corpo no romance naturalista, de Sônia Brayner [item 3] + [item 4] + [item 5]).
c)       “A fórmula do Naturalismo brasileiro”: Casa de Pensão vista por seus contemporâneos ([item 1] + [item 2] + [item 8] + [item 7] + [item 5]).

25.4.12

A Poética Parnasiana por Olavo Bilac


A um Poeta

Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino, escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!

Mas que na forma se disfarce o emprego
Do esforço; e a trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua,
Rica mas sóbria, como um templo grego.

Não se mostre na fábrica o suplício
Do mestre. E, natural, o efeito agrade,
Sem lembrar os andaimes do edifício:

Porque a Beleza, gêmea da Verdade,
Arte pura, inimiga do artifício,
É a força e a graça na simplicidade.

[Olavo Bilac, Tarde, 1919]

Domínio Público: acervo precioso

Visitem o Domínio Público, que disponibiliza centenas de obras literárias com textos completos. Haverá algumas centenas de leitores que se interessem por essa iniciativa? O endereço é o http://www.dominiopublico.gov.br/

24.4.12

Entre Mário e Oswald, escolhe o Sérgio:


“Eu gostaria de falar mais longamente sobre a personalidade do poeta que escreveu o Noturno de Belo Horizonte [poema de Mário de Andrade] e como só assim teria jeito pra dizer o que penso dele mais à vontade, pra dizer o que me parece bom e o que me parece mau em sua obra ― mau e sempre admirável, não há contradição aqui ―, resisto à tentação. Limito-me a dizer o indispensável: que os pontos fracos nas suas teorias estão quase todos onde elas coincidem com as idéias de Tristão de Athayde. Essa falha tem uma compensação nas estupendas tentativas para a nobilitação da fala brasileira. Repito entretanto que a sua atual atitude intelectualista me desagrada.
Nesse ponto prefiro homens como Oswald de Andrade, que é um dos sujeitos mais extraordinários do modernismo brasileiro; como Prudente de Moraes Neto; Couto de Barros e Antônio de Alcântara Machado. Acho que esses sobretudo representam o ponto de resistência necessário, indispensável contra as ideologias do construtivismo. Esses e alguns outros. Manuel Bandeira, por exemplo, que seria para mim o melhor poeta brasileiro se não existisse Mário de Andrade. E Ribeiro Couto que com Um homem na multidão acaba de publicar um dos três mais belos livros do modernismo brasileiro. Os outros dois são Losango cáqui e Pau-Brasil [livros da autoria de Mário e de Oswald de Andrade, respectivamente],”

[Trecho de "O lado oposto e outros lados" (1926), Sérgio Buarque de Holanda, em “O espírito e a letra. Estudos de crítica literária I, 1920-1947”. Organização, introdução e notas Antonio Arnoni Prado. São Paulo: Companhia das Letras, 1996, p. 224-228.]

As palavras da Política de Aristóteles 2

       "[...] Sócrates diz que um indicativo da total unidade de um Estado ocorre quando, numa cidade, todos os iguais dizem 'isto é meu' e 'isto não é meu'. Mas não é assim; a palavra 'todos' é empregada em dois sentidos: 'todos separadamente' e 'todos juntos'. Utilizada no primeiro sentido, demonstra melhor o que Sócrates pretendia; porque cada qual irá chamar todos de filho e todas de esposa; e falará da mesma maneira em relação à propriedade e o que mais estiver a seu alcance. Mas não será o modo como as pessoas falarão que lhes dará filhos e esposas em comum. Elas devem dizer isso juntas, não em separado; e o mesmo ocorre com respeito às posses. Desse modo, é um engano empregar a palavra 'todos', a qual, como muitas outras -- 'ambos', 'mais', 'igualmente' --, devem, pelo duplo sentido, levar a conclusões de raciocínio bastante duvidoso. Assim, embora esta pudesse ser uma situação admirável -- em que 'todos' dizem a mesma coisa --, é, num sentido, impossível, e em outro não conduz ao sentimento de solidariedade."

[Aristóteles, Política, livro II, 3]

23.4.12

As palavras da Política de Aristóteles

"O Estado que se tornar progressivemente uma unidade deixará de ser Estado. A pluralidade, neste caso, é natural; e quanto mais o Estado se afastar da pluralidade, em direção à unidade, menos Estado será e mais próximo estará de uma família, que por sua vez tornar-se-á um indivíduo. Digo isso porque a família, está claro, é mais unidade do que o Estado, assim como o indivíduo o é em relação à família. Assim, mesmo que fosse possível realizar essa unidade, ela não deveria ser feita, pois destruiria o Estado. Porque o Estado consiste não simplesmente de homens, mas de diferentes espécies de homens; não se pode fazer um Estado a partir de homens iguais."
[Aristóteles, Política, livro II, 2]

17.4.12

Retrato do Brasil e Macunaíma

Em resenha crítica sobre Retrato do Brasil (1928), de Paulo Prado, Oswald de Andrade esboçava um atalho de aproximação entre o "ensaio sobre a tristeza brasileira" e Macunaíma (1928), de Mário de Andrade. Aliás não se deve esquecer que Mário dedicou as peripécias de seu "heroi sem nenhum caráter" a... Paulo Prado. Vejamos os trechos da resenha de Oswald que aproximam os dois livros de 1928:

       "O Retrato do Brasil é um livro que acordou muita gente. Percebeu-se através dele que o Brasil existe. Eu diria mesmo que o Retrato do Brasil é o glossário histórico de Macunaíma." (In: Prado, 2012, p. 169)

       "O Retrato do Brasil tem passagens lindas. As descrições das matas do Norte nos transportam para elas e para os momentos integrais da natureza bruta e sensual. Os quadros da vida de luxo de senhores, escravos, negras e índias, os séquitos, as procissões, os corpos nus sob a cambraia caseira, tudo isso bem documentado, bem pintado, bem vivido, é um hino que fura qualquer invólucros de falso pessimismo e a gente sente em cada página assim colorida o arrimo histórico de Macunaíma." (idem, p. 171)

Pode-se aprofundar um retrato de Macunaíma a partir desta aproximação...

[Mário de Andrade I (1922), de Anita Malfatti]

poesia moderna

"Há muitas pessoas que apreciam a expressão de sincera emoção na poesia; um número menor consegue apreciar a excelência técnica."
[T. S. Eliot]

15.4.12

Antologia Modernista I: Mário, Oswald e Manuel

disponível no endereço abaixo:
http://www.4shared.com/office/87v7dxGO/antologia_modernista_i.html