6.9.14

Histórias do Brasil 3: Guerra pelo Açúcar

Eis o terceiro documentário da série "Histórias do Brasil", produzida pela Rede Brasil. A pequena narrativa que serve de ilustração ao período estudado se passa em Pernambuco, 1645. Trata-se portanto de período em que a riqueza propiciada pelo açúcar grassava, o panorama político europeu se complicava (Portugal chegando, por exemplo, a perder sua autonomia política em 1580) e a vida cultural na grande colônia portuguesa na América começava a existir de modo palpável (ainda que este aspecto não se evidencie no documentário). Vale conferir.


5.9.14

O êxtase de Santa Teresa, de Bernini

Documentário sobre Gian Lorenzo Bernini (1598-1680), artista fundamental do barroco italiano, da série "O poder da arte", produzida pela BBC. Belo documentário, que conta um pouco da vida agitada de Bernini, detendo-se com olhar atento nas formas sensualíssimas das esculturas do artista italiano.


1.9.14

Caracterizando a narrativa naturalista





                A série de seis volumes de A Literatura no Brasil, coordenada por Afrânio e Eduardo Coutinho, tem seu quarto volume  dedicado ao que nele é chamado de "Era realista" e "Era de transição". No capítulo inicial deste volume 4, é o próprio Afrânio Coutinho quem delineia um painel vasto da chamada "Era realista", tratando conjuntamente do Realismo, do Naturalismo e do Parnasianismo no Brasil. Importará aqui destacarmos dois parágrafos que procuram distinguir a narrativa realista da naturalista. O primeiro parágrafo destacado é o seguinte:

                "Há, pois, diferenças fundamentais entre os dois [o escritor realista e o naturalista], como mostra ainda Hibbard: 1) A visão da vida do Naturalismo é mais determinista, mais mecanicista: o homem é um animal, presa de forças fatais e superiores sem efeito e impulsionado pela fisiologia em igualdade de proporções pelo espírito ou pela razão; 2) O naturalista observa o homem por meio do método científico, impessoal e objetivamente, como um 'caso' a ser analisado; 3) O naturalista denota inclinação reformadora: a sua preocupação com os aspectos da inferioridade visam à melhoria das condições sociais que a geraram; 4) O naturalista, com sua preocupação científica, declara-se de interesses amplos e universais, nada é desprovido de importância e significado como assunto, nada que esteja na natureza é indigno da literatura. Essa universalidade e fidelidade ao fato, a todos os fatos, conduz o Naturalismo a certo amoralismo, certa indiferença. Não importa a opinião sobre os atos, mas os atos em si mesmos" (Coutinho, 2004, p. 12).

                E, arrematando a caracterização da prosa naturalista, Coutinho assim a define:

                "O Naturalismo acentua as qualidades do Realismo, acrescentado uma concepção da vida que a vê como o intercurso de forças mecânicas sobre os indivíduos, resultando os atos, o caráter e o destino destes da atuação da hereditariedade e do ambiente. O espírito de objetividade e imparcialidade científicas faz com que o naturalista introduza na literatura todos os assuntos e atividades do homem, inclusive os aspectos bestiais e repulsivos da vida, dando preferência às camadas mais baixas da sociedade. Pelo método documental, pelo uso da linguagem simples, direta, natural, coloquial, mesmo vulgar, e dos dialetos das ciências e profissões, o Naturalismo procura representar toda a natureza, a vida que está próxima da natureza, o homem natural" (idem, p. 13).

                Restaria perguntar, nos tempos de hoje — desde Baudelaire, pelo menos —, o que seria um "homem natural"...


Referências bibliográficas:
Coutinho, Afrânio (Org.). A Literatura no Brasil, vol. 4. São Paulo: Global, 2004
Baudelaire, Charles. O pintor da vida moderna. São Paulo: Autêntica, 2010.



31.8.14

O AVANÇO DA IDEOLOGIA REALISTA





               [...]
            O avanço da ideologia realista foi, no entanto, mais lento no romance do que na imprensa. Os sinais mais evidentes da mudança encontram-se nas obras de Franklin Távora, José do Patrocínio e Inglês de Souza.
            Franklin Távora, apesar de escolher seu temário na história remota do Nordeste, preocupava-se em situar os eventos dentro de um quadro real, cuidadosamente estudado. Já em 1872, levantara-se contra o conceito literário de José de Alencar, numa série de artigos publicados no Jornal do Recife, e nas Cartas a  Cincinato questionou o fundamento da etiqueta indianista romântica. Ia contra os escritores de gabinete, que reinventavam a natureza através da leitura de obras românticas. Para ele, o escritor devia partir da experiência direta, de um contato íntimo com o ambiente, a natureza e os homens. A natureza deixava de ser motivo de contemplação estética para tornar-se quadro significante. Sua preocupação com a documentação aparece em dois de seus romances, O Cabeleira e O matuto, publicados respectivamente em 1876 e 1878.
                 [...]

[Mérian, Jean-Yves. Aluísio Azevedo: vida e obra (1857-1913).
Tradução Claudia Poncioni. 2a ed. Rio de Janeiro: FBN: Garamond, 2013, pp. 120-1]


23.8.14

O caso maxixe no Brasil

Andamos falando de maxixe por esses dias, partindo de textos diversos de Machado de Assis, como é o caso de uma das crônicas da série "Gazeta de Holanda" (de 20 de janeiro de 1887) e um dos contos da coletânea Várias histórias (1896), aquele que narra a história de Pestana, "Um homem célebre", e vai que pesquisando sobre cinema encontro um documentário de Alex Viany, Maxixe, a dança proibida, de 1979 (infelizmente com baixa qualidade de imagem e de som).



19.8.14



Conversa entre José Miguel Wisnik e Roberto Schwarz, no programa "Obra Aberta",
sobre Machado de Assis, exibido pela TV Cultura e Arte, em 2002.

4.8.14

Apostila de Literatura Brasileira I




http://www.4shared.com/office/jqCYBJWSce/Apostila_de_Literatura_Brasile.html

3.8.14




A edição de Mestres da Literatura dedicado a Machado de Assis vale como nota introdutória do estudo da obra machadiana. Será necessário problematizar alguns aspectos estabelecidos pelos estudiosos do autor de
Dom Casmurro.