7.5.12

Fortuna crítica de Mário de Andrade


Fortuna crítica de Mário de Andrade
(para o estudo de Macunaíma):


1.       Andrade, Mário de. No cinema, 2011.
2.       Bosi, Alfredo. “Situação de Macunaíma”. In: _____. Céu, Inferno, 1988, p. 127-141.
3.       Campos, Haroldo de. “Mário de Andrade: a imaginação estrutural”. In: _____. Metalinguagem e outras metas, 1992, p. 167-182.
4.       Campos, Haroldo de. Morfologia de Macunaíma, 2008.
5.       Helena, Lúcia. “Macunaíma: rapsódia e alegoria”. In: _____. Uma literatura antropofágica, 1982, p. 143-155.
6.       Holanda, Sérgio Buarque de. “O mito de Macunaíma”. In: _____. O espírito e a letra, 1996, vol. I, p. 260-267.
7.       Hollanda, Heloísa Buarque de. Macunaíma – da literatura ao cinema, 1978.
8.       Lopez, Telê Ancona. “Rapsódia e resistência”. In: _____. Marioandradiano, p. 71-83.
9.       Perrone-Moisés, Leyla. Vira e mexe, nacionalismo, 2007, p. 188-209.
10.   Proença, M. Cavalcanti. Roteiro de Macunaíma, 1955.
11.   Souza, Gilda de Mello e. O tupi e o alaúde, 1979.


Perspectivas de estudo para realização dos seminários:

a)      Macunaíma pelo olhar de Gilda de Mello e Souza ([item 11] + [item 8] + [item 5]).
b)      Mito e cosmogonias em Macunaíma: roteiro e significação (item 10] + [item 6] + [item 9]).
c)       Macunaíma – da literatura ao cinema ([item 7] + [item 1]).

Fortuna crítica de Lima Barreto


Fortuna crítica de Lima Barreto
(para o estudo de Triste fim de Policarpo Quaresma):


1.       Bosi, Alfredo. O Pré-Modernismo,p. 93-104
2.       Brayner, Sônia. Labirinto do espaço romanesco, 1979, p. 145-176.
3.       Candido, Antonio. “Os olhos, o barco e o espelho”. In: _____. A educação pela noite e outros ensaios. 1987, p. 39-50.
4.       Coutinho, Carlos Nelson. “O significado de Lima Barreto na literatura brasileira”. In: _____ et al. (Orgs.). Realismo e anti-realismo na literatura brasileira, 1974, p. 1-56.
5.       Gomes, Eugênio. Aspectos do romance brasileiro, 1958, p. 155-173.
6.       Lins, Osman. Lima Barreto e o espaço romanesco, 1976.
7.       Miguel-Pereira, Lúcia. Prosa de ficção (1870-1920), 1973, p. 285-317.
8.       Montenegro, Olívio. O romance brasileiro, 1953, p. 143-158.
9.       Oakley, R. J. Lima Barreto e o destino da literatura, 2011, p. 81-115.
10.   Prado, Antônio Arnoni. Lima Barreto: a crítica e a crise.
11.   Santiago, Silviano. “Uma ferroada no peito do pé (dupla leitura de Triste fim de Policarpo Quaresma)”. In: _____. Vale quanto pesa, 1982, p. 163-181.
12.   Sevcenko, Nicolau. Literatura como missão: tensões sociais e criação cultural na Primeira República, 1983.


Perspectivas de estudo para realização dos seminários:

a)      Lima Barreto e o destino da literatura: a fundamentação ideológica de Policarpo Quaresma ([item 9] + [item 12] + [item 3]).
b)      O significado de Triste fim de Policarpo Quaresma na literatura brasileira: tradição e renovação ([item 4] + [item 10]).
c)       Vida literária, cultura popular, história e política em Triste fim de Policarpo Quaresma [[item 2] + [item 11]).

1.5.12

sobre a ilustração da postagem anterior

Luiz Gonzaga Duque Estrada (RJ, 1863/1911) foi jornalista, crítico de arte, pintor e escritor. Autor de A Arte Brasileira: Pintura e Escultura (Rio de Janeiro, H. Lombaerts Editor, 1888), onde um dos autores analisados é Rodolfo Amoedo, eis o relato que faz a respeito das reações da Academia, e dos visitantes, sobre a bela tela de Amoedo em exibição na Exposição de 1884:

     "Esse sentimento vivo da natureza, essa rápida maneira de sentir a forma, a densidade e a cor dos corpos manifesta-se com maior habilidade no 'Estudo de Mulher'. A mulher, nua, sobre um divã de seda escura, é vista de costas; tem um dos braços caído para o chão, indolente, preguiçoso, segurando uma ventarola chinesa. O conjunto é todo claro; as paredes, os panos, a almofada em que a figura pousa a doce cabeça, redonda e penteada, o tapete felpudo que cobre o chão, são de uma tonalidade cor de opala e, numas e noutras nuanças, de um tom mais carregado. O modelado do corpo da mulher atinge a perfeição. Sente-se através dessa carne, carne que é carne, carne que tem sangue, a disposição dos músculos. E para qualificar o poder de realidade que tem este quadro, a estranha vida que anima esta obra-prima, apenas encontro como forma clara e única a frase dita por uma senhora diante dessa figura: 'Que mulher sem-vergonha!'
     Este quadro que, na exposição de 1884 foi o mais bem pintado, o que resumia mais conhecimento de modelado e maior savoir faire, isto é, espontaneidade, segurança e elegância de toque, mereceu da congregação acadêmica uma censura por... ser imoral!
     Oh! a pudica congregação quer uma arte ad usum Delphini! Que a moral seja respeitada com auxílio da folha de videira, senhores artistas; assim o manda e ordena a sempre pura, a sempre imaculada, a sempre virgem e muito ilustre e sábia congregação acadêmica".

Na Revista Kosmos, nº 1, publicada em 1905, Gonzaga Dutra ainda analisa a obra de Amoedo e sobre o quadro cuja imagem mostramos hoje, diz: (...) "o maravilhoso nu do modelo em repouso, que confunde, num só e inestimável valor, a perturbadora verdade de um desnudamento romano e a importância duma academia perfeitíssima”.

“Estudo de mulher” é óleo sobre tela, 150,5 x 200 cm

Acervo Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ

[texto retirado do Blog do Noblat: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/01/08/pintura-estudo-de-mulher-1884-419964.asp]

sensualidade cinematográfica de Olavo Bilac

"[...] Outro aspecto em que a técnica de Olavo Bilac se aplicou com especial agrado e êxito foi a sensualidade. Chegou a ser cinematográfica. [...] Possuísse uma varinha de condão, tão de fada a ponto de poder entrar na câmara dos cuidados interiores, -- não, assim ninguém me entende -- entrar no espírito de certas meninas que sabem den cor todas as poesias de Olavo Bilac! Como sentirão elas "Beijo Eterno", por exemplo? Ora! Naturalmente como assistem a certas fitas. O dia seguinte é domingo... Vai-se à missa, de livro em punho; talvez mesmo o terço de prata... Mas os olhos quebrados, os membros..."

[Mário de Andrade, "Mestres do Passado", 1921]

["Estudo de Mulher" (1884), de Rodolfo Amoedo]

Outro exemplo de sensualidade cinematográfica de Olavo Bilac está em "De volta do baile", transcrito abaixo:

Chega do baile. Descansa.
Move a ebúrnea ventarola.
Que aroma de sua trança
Voluptuoso se evola!

Ao vê-la, a alcova deserta
E muda até então, em roda
Sentindo-a, treme, desperta,
E é festa e delírio toda.

Despe-se. O manto primeiro
Retira, as luvas agora,
Agora as jóias, chuveiro
De pedras da cor da aurora.

E pelas pérolas, pelos
Rubins de fogo e diamantes,
Faiscando nos seus cabelos
Como estrelas coruscantes.

Pelos colares em dobras
Enrolados, pelos finos
Braceletes, como cobras
Mordendo os braços divinos,

Pela grinalda de flores,
Pelas sedas que se agitam
Murmurando e as várias cores
Vivas do arco-íris imitam,

- Por tudo, as mãos inquietas
Se movem rapidamente,
Como um par de borboletas
Sobre um jardim florescente.

Voando em torno, infinitas,
Precipitadas, vão, soltas,
Revoltas nuvens de fitas,
Nuvens de rendas revoltas.

E, de entre as rendas e o arminho,
Saltam seus seios rosados,
Como de dentro de um ninho
Dois pássaros assustados.

E da lâmpada suspensa
Treme o clarão; e há por tudo
Uma agitação imensa,
Um êxtase imenso e mudo.

E, como que por encanto,
Num longo rumor de beijos,
Há vozes em cada canto
E em cada canto desejos...

Mais um gesto... E, vagarosa,
Dos ombros solta, a camisa
Pelo seu corpo, amorosa
E sensualmente, desliza.

E o tronco altivo e direito,
O braço, a curva macia
Da espádua, o talhe do peito
Que de tão branco irradia;

O ventre que, como a neve,
Firme e alvíssimo se arqueia
E apenas embaixo um leve
Buço dourado sombreia;

A coxa firme, que desce
Curvamente, a perna, o artelho;
Todo o seu corpo aparece
Subitamente no espelho...

Mas logo um deslumbramento
Se espalha na alcova inteira:
Com um rápido movimento
Destouca-se a cabeleira.

Que riquíssimo tesouro
Naqueles fios dardeja!
É como uma nuvem de ouro
Que a envolve, e, em zelos, a beija.

Toda, contorno a contorno,
Da fronte aos pés, cerca-a; e em ondas
Fulvas derrama-se em torno
De suas formas redondas:

E, depois de apaixonada
Beijá-la linha por linha,
Cai-lhe às costas, desdobrada
Como um manto de rainha...

[Olavo Bilac, "Sarças de Fogo", 1988]

30.4.12

Literatura Brasileira II (4A): seminários


Literatura Brasileira II (turma 4A)
Relação das equipes e definição da perspectiva de estudo de cada uma delas
(por ordem de apresentação)

Equipe 1 (O Ateneu, dia 31/06):
Clara, Clarisse, Francisca Zilmara, Luana.
Perspectiva de estudo: Aspectos da “escrita artística” de O Ateneu.

Equipe 2 (O Ateneu, dia 5/06):
Luiza Carolina, Nayana, Tatiane.
Perspectiva de estudo: Um drama da cultura do século XIX: aspectos críticos de O Ateneu.

Equipe 3 (O Ateneu, dia 7/06):
Carolina, Danilo, Flávio.
Perspectiva de estudo: Perspectivas contemporâneas para o estudo de O Ateneu.

Equipe 4 (Memórias Póstumas de Brás Cubas, dia 12/06):
Evaristo, Fernando, Isadora, Jorge.
Perspectiva de estudo: Aspectos formais das Memórias Póstumas de Brás Cubas: estilo e recursos narrativos.

Equipe 5 (Casa de Pensão, dia 14/06):
Amanda, Emerson, João Manuel, Mateus.
Perspectiva de estudo: Coletividade e individualidade no contexto narrativo.

Equipe 6 (Casa de Pensão, dia 19/06):
Ana Maria, Angelisa, Karla, Rodolfo.
Perspectiva de estudo: “A fórmula do Naturalismo brasileiro”: Casa de Pensão vista por seus contemporâneos.

Literatura Brasileira II (3A): seminários

Literatura Brasileira II (turma 3A)
Relação das equipes e definição da perspectiva de estudo de cada uma delas
(por ordem de apresentação)

Equipe 1 (O Ateneu, dia 1/06):
Ana Lúcia, Caio, Carla, Jéssica, Jonathan.
Perspectiva de estudo: Aspectos da “escrita artística” de O Ateneu.

Equipe 2 (Memórias Póstumas de Brás Cubas, dia 6/06):
Fernanda Jamilly, Gabriela, Meiriany, Nara, Virgínia.
Perspectiva de estudo: Aspectos formais das Memórias Póstumas de Brás Cubas.

Equipe 3 (O Ateneu, dia 8/06):
Clícia, Fábio, José Ricardo.
Perspectiva de estudo: Um drama da cultura do século XIX: aspectos críticos de O Ateneu.

Equipe 4 (Memórias Póstumas de Brás Cubas, dia 13/06):
Aline, Fabiane, Laura, Naiana, Neliane.
Perspectiva de estudo: Memórias Póstumas de Brás Cubas como reflexo da sociedade.

Equipe 5 (Casa de Pensão, dia 15/06):
Leandro, Maria Sheila, Patrícia, Plácido, Samara.
Perspectiva de estudo: Personagens e estilística em Casa de Pensão.

Equipe 6 (Memórias Póstumas de Brás Cubas, dia 20/06):
Erlândio, Francisca Leidiane, Helânia, Lady Dayane.
Perspectiva de estudo: Memórias Póstumas de Brás Cubas na visão de seus contemporâneos.

Equipe 7 (Casa de Pensão, dia 22/06):
Anna Cristina, Marília, Naiara, Rafael, Rebeka.
Perspectiva de estudo: Coletividade e individualidade no contexto narrativo.

28.4.12

Fortuna crítica de Machado de Assis


Fortuna crítica de Machado de Assis
(para o estudo de Memórias Póstumas de Brás Cubas):


1.       Andrade, Mário de. “Machado de Assis”. In: _______. Aspectos da literatura brasileira, p. 89-108.
2.       Barreto Filho. “Machado de Assis”. In: Coutinho, Afrânio (Org.). A literatura no Brasil, vol. 4.
3.       Faoro, Raymundo. A pirâmide e o trapézio, 1974.
4.       Gomes, Eugênio. Aspectos do romance brasileiro, p. 77-110.
5.       Merquior, José Guilherme. “Machado de Assis e a prosa impressionista”. In: _______. De Anchieta a Euclides, p. 204-252.
6.       Miguel-Pereira, Lúcia. “Machado de Assis”. In: _______. Prosa de ficção (1870-1920), p. 59-107.
7.       Montenegro, Olívio. “Machado de Assis”. In: _______. O romance brasileiro, p. 125-142.
8.       Riedel, Dirce Cortes. O tempo no romance machadiano, 1959.
9.       Romero, Sílvio. História da literatura brasileira, p. 1499-1520.
10.   Schwarz, Roberto. Um mestre na periferia do capitalismo: Machado de Assis, 2000.
11.   Veríssimo, José. História da literatura brasileira, p. 277-290.

Perspectivas de estudo para realização dos seminários:

a)      Aspectos formais das Memórias Póstumas de Brás Cubas: estilo e recursos narrativos ([item 5] + [item 8] + [item 2]).
b)      Memórias Póstumas de Brás Cubas como reflexo da sociedade: uma análise sociológica ([item 10] ou [item 3]).
c)       Memórias Póstumas de Brás Cubas na visão de seus contemporâneos ([item 9] + [item 11] + [item 1]].